Nosso hotel, o Amazonat

Logo de cara tive uma boa impressão do hotel. O lugar era bonito e bem tratado, a selva à uma distância segura, e a comida, apesar de não ser excepcional, era boa (mas também acho que ninguém vai pra um hotel de selva atrás da comida).Nosso chalé era muito simpático e bem decorado, apesar da iluminação fraca.  Único senão: não tinha água quente.

Restaurante e ponto de encontro do hotel

Caminho dos quartos pro restaurante (onde encontramos a aranha)

Quando liguei pra lá antes de ir, me falaram o seguinte – “se preocupe não, aqui é muito quente, cê vai vê, num precisa banho quente não.”  Não é bem assim, apesar do calor infernal, às 7 da noite quando saíamos da piscina pra tomar banho e lavar o cabelo, não era nada agradável entrar em baixo daquela  água fria.

Piscina com temperatura perfeita

As refeições e os passeios estavam incluídos na diária. Passamos um dia no Rio Amazonas, um dia no Rio Urubú, um dia na mata, e na volta pra Manaus, nos levam ao encontro das águas. Na minha opinião, o pacote de 4 noites seria ideal, pois acabamos ficando um dia inteiro no hotel, pois não havia novos  passeios pra fazermos. Mas não foi nada mau nadar no lago e  na piscina por um dia todo, sem horários pra nada.

Lago do hotel, delícia pra andar de caiaque e nadar

O hotel tem um telefone fixo ( que ficou sem funcionar 1 dia), e a conexão de internet existe, mas é péssima. A luz chegou à cidade mais próxima somente 3 anos atrás e acontece muita oscilação de força no hotel. Então, vá preparado pra aventura, mas vá. Você nunca vai esquecer tudo o que viu  por lá.

A selva, bem pertinho da gente...

A Laura, arara mascote do hotel, chata que só ela. Adorava ir atrás de um pé pra bicar.

Amazônia, você tem que ir

Já fazia 2 anos que eu enrolava essa viagem que ganhamos de presente. Uma vez eu dizia que era muito longe, que não teríamos tempo suficiente pra curtir nossas famílias no Brasil. Outra vez eu dizia que não queria ficar isolada, sem notícias do mundo, ou que estava muito quente, ou que estava muito frio.

No início desse ano, o P. me deu um ultimato – “Afinal, você quer ir ou não pra Amazônia? Porque eu vou em julho.” Decidi pagar pra ver, mas juro que até o último minuto eu esperava um mico fenomenal.

Saímos de São Paulo em vôo direto da Gol, super rápido e fácil ( primeira boa surpresa), só 4 horas de viagem que passaram rapidinho. Mais ou  menos 1 hora e 1/2 antes de Manaus você já começa a sobrevoar a floresta e se dar conta do tamanho da encrenca em que se meteu.

Uma van já nos esperava no aeroporto de Manaus, e pra nossa ( segunda) boa surpresa  o motorista já estava lá pronto pra nos levar ao hotel, o Amazonat Jungle Lodge, nosso hotel de selva, 2 horas ao leste de Manaus.

Nosso pacote era de 7 noites, e fomos recebidos pelo casal holandês mais simpático do mundo, a Anna e o Elbert. Eles gerenciaram o hotel pelo período que estavamos lá, e não poderiam ter feito melhor pra nos sentirmos em casa.

Fomos recebidos com um suco de cupuaçú, batemos papo e fomos informados que às 6:30 da tarde, nosso guia nos levaria  pra uma visita pela mata ali ao lado do hotel. Corremos  pra piscina, pois o calor era infernal, com muita umidade, mas às 6:30 estávamos todos à postos.

Nosso passeio com o guia que nos acompanharia todos os dias ( o Rico, ótimo guia), durou pouco, exatos 10 minutos, que foi o tempo necessário pra encontrarmos uma coral falsa, e com 2 meninas de 9 e 11 anos foi imposível continuar o passeio. Ainda antes de dormir, quase pisamos numa aranha preta g-i-g-a-n-t-e-s-c-a, não era cabeluda, mas era enorme.

Coral falsa, nosso primeiro encontro selvagem

Dia de muitas emoções, fomos pra cama cedo.